Uma crônica sobre o amor



O amor. Aquela doença incurável que tem sintomas piores do que qualquer gripe H1N1, aquela praga pior do que as 7 que Moises jogou no Egito. Aquela sensação ridícula de ficar pensando em alguém o tempo todo, e tudo que se faz é pra chamar a atenção da pessoa amada. O pior é quando a pessoa amada, é amada por outro, e este outro é amado por ela. Dai vem logo a vontade de jogar este outro da primeira ponte que encontrarmos, tomar nosso amor e vivermos felizes para sempre. Sim aquele dos contos de fadas. Porem vem a realidade e ao joga-lo na ponte você será preso e seu amor logo irar para os braços de outro, mas você se conforma com a ideia de que ela ira ser feliz.

Mentira você nunca ira se conformar, tudo que ira se passar na cabeça é um plano bem arquitetado para tomar o seu amor ,(claro primeiro você ira precisar fugir da cadeia) sequestra-la e a levar  para um lugar distante, e por fim ser feliz. Até o dia que a policia descobrir o cativeiro e te levar de volta a Bangu um, dois, três, ou sei lá quanto. Dai você vivera sempre com aquele vazio dentro peito, e também do estomago, Por que a comida lá é horrível. Mas isto não vem ao caso. Talvez o vazio no peito seja preenchido por fumaça de cigarro adquirido ilegalmente de um cara grandão e tatuado que manda no pedaço.

Mas deixemos o pessimismo de lado e olhemos o lado bom de amar... há esquece o lado bom. Mas o amor tem suas historias, nos traz lindos acontecimentos desde a existência da humanidade. Talvez o primeiro amor entre um homem e uma mulher tenha sido o amor instantâneo de Adão e Eva. Imagine Adão vendo Eva sendo moldada através de sua tão valiosa costela. Imagine ele contemplando aquela maravilha nascendo, porem tendo que conter a dor de uma costela arrancada, sem saber o que estaria sentindo, sem saber que aquilo ali era amor, o primeiro dos amores. E também a primeira das dores.

Nosso ancestral, deve der imaginado mil cantadas quando viu Eva completamente nua na sua frente, cantadas como “nossa com você aqui eu me sinto em um paraíso” ou “você é a mulher mais linda da face da terra”. Sem imaginar talvez que ela era a única. E como todo amor o primeiro dos amores também teve seus maus momentos, sempre há de ter alguém no caso aqui algo para arquitetar contra a felicidade de dois pombinhos apaixonados. É interessante que esta historia vai contra as leis da cadeia alimentar, onde um réptil seria preza de uma ave. Aqui a ave vira preza do réptil. Estamos falando de nossa amiga serpente, que não se contentou com a felicidade dos primeiros pombinhos da historia da humanidade e maquinou um plano infalível para destruir a felicidade dos dois. A serpente comeu os pombos.

Como já sabemos a serpente iludiu Eva com falsas promessas, e ao convence-la a comer do fruto proibido os pombinhos foram banidos do Paraiso. Ta eu sei é sempre a mesma historinha de mulher iludida blablabla. Mas é fato. Porém voltemos. E assim foi o primeiro dos casos amorosos, e aquele felizes para sempre? Bem depende do que é ser feliz né, já que adão foi obrigado a trabalhar, arrumou um emprego em uma lanchonete que vendia bananas para goliras e ganhava um salario mínimo, eles tiveram dois filhos e como toda família humilde  um dos filhos seguiu maus caminhos e acabou matando o irmão. E desde então somos condenados a amar e sofrermos por amor.

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